25 de abril de 2012

Do mural do Facebook de um conhecido meu:



“You may not be her first, her last, or her only. She loved before she may love again. But if she loves you now, what else matters? She's not perfect - you aren't either, and the two of you may never be perfect together but if she can make you laugh, cause you to think twice, and admit to being human and making mistakes, hold onto her and give her the most you can. She may not be thinking about you every second of the day, but she will give you a part of her that she knows you can break - her heart. So don't hurt her, don't change her, don't analyze and don't expect more than she can give. Smile when she makes you happy, let her know when she makes you mad, and miss her when she's not there.”

― Bob Marley

24 de abril de 2012

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

O livro, como quase sempre, é melhor. Mas que beleza de filme!

23 de abril de 2012

Just wondering...


– Será que todo amor de verdade tem que ter um impedimento pra se tornar impossível?
(...)
– Ou será que todo amor, pra se tornar possível, tem que provar que é de verdade?

Adriana Falcão, Primeiro Amor

20 de abril de 2012

Porque eu adoro o Dan Stulbach (e tá chegando o Fim de Expediente!)

Filme bonitinho! Música fofa! Que, aliás, tá aqui na minha cabeça há mais de um mês! Vontade de dançar e assistir de novo! Delícia!

12 de abril de 2012

Tem coisas que o coração perdoa, mas não esquece à toa


Nos encontros e desencontros do meu caminho, na mania de pensar na vida e em tudo, e de querer entender e explicar tudo, acabei tendo aqui algumas certezas, que prefiro chamar de teorias. É claro que eu não sei de tudo (na verdade, eu não sei mesmo é de nada!), posso estar redondamente enganada e descobrir que é tudo bobagem amanhã, daqui a um ano, daqui a vinte anos, ou nunca na vida... Ou posso estar certa. Fato é que, por tudo que já vivi e senti até hoje, é exatamente assim que eu penso.
Uma das minhas teorias preferidas é sobre a medida do amor e os relacionamentos. Pra mim, não existe outra razão no mundo para duas pessoas não estarem juntas, a não ser uma delas não amar o outro o bastante. Mas não amar o bastante não significa necessariamente amar pouco. Amar o bastante pode ser amar pouco. Mas também pode ser amar muito. Ou amar demais. O bastante, na verdade, é o suficiente. E o suficiente é relativo. Depende das dificuldades que cada relacionamento apresenta em determinado momento. Depende do tamanho do amor que é necessário para superar estas dificuldades naquele momento.
É mais ou menos assim: para encher um copo de água, um balde é o bastante. É até muito. É suficiente. Mas para encher uma caixa d’água, um balde é pouquíssimo, é quase nada, não é o bastante. Tudo depende do tamanho do recipiente que você tem que encher, e do tanto de água que você tem pra colocar dentro dele.
Meu pai sempre diz que para os relacionamentos durarem não há que se ter vontade, há que se ter boa vontade. Uma amiga minha diz que para qualquer relacionamento funcionar, tem que ter disposição, das duas partes. É muito fácil amar e estar junto quando está tudo bem, quando não há nada para atrapalhar. A boa vontade e a disposição são importantes exatamente quando as coisas não estão lá como deveriam, ou como gostaríamos, por qualquer razão que seja. É muito fácil manter o relacionamento quando não existe nenhum problema, ou quando os problemas são pequenos, e terminar quando ele demanda um pouco mais de esforço de uma das partes, ou na maioria das vezes, das duas. Dificuldades sempre vão existir, às vezes mais, às vezes menos. E a boa vontade, ou a disposição, será necessária exatamente na hora em que as dificuldades forem maiores. É aí que amar, amar pouco, amar muito ou amar demais fica relativo. Porque só adianta se o amor das duas partes for, independentemente do tamanho, o bastante.

“Me desculpa, mas não existe medo que seja maior que um sentimento. Não existe timidez que seja mais forte que uma declaração de amor. Não existe distância que deixe uma relação morrer se as duas pessoas querem ficar coladinhas. Não existe estou-dividido-entre-ela-e-você. Quem gosta pode se perder, mas sempre vai saber pra onde quer voltar.”
Clarissa Corrêa

“O amor vai até onde tem que ir. Até onde os dois quiserem. Até onde se propuserem a lutar. O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, por infinitas alegrias.”
Clarissa Corrêa

10 de abril de 2012

sem mais.

i don't want
phenomenal love confessions
and expensive gifts and
romantic moonlight walks
and songs you wrote just
for me and calls every
five minutes to tell
me you miss me
i simply want you.
for the rest we'll see.


20 de março de 2012

Turu Turu Turu

Tenho falado menos. E escrito bem menos também. Talvez pela falta de tempo, desculpa mais recorrente. Talvez porque o próprio tempo tenha ensinado a calar quando o que mais importa é sentir. Talvez porque a dor seja a matéria prima principal das palavras, e ela, a dor, não anda lá tão presente assim nos meus dias. Talvez porque eu me sinta cada vez menos à vontade em me expor. Talvez porque a quem minhas palavras devem chegar, elas encontrem de outras formas.
Mas hoje a saudade me fez diferente. A saudade de você me fez ter saudade de escrever. A saudade de te ver, ao vivo, olhos, boca, pele, cheiro, calor. E quando eu não posso falar do jeito que eu quero, normalmente é assim, eu escrevo.
Sabe, os últimos meses, semanas, não têm sido fáceis. Tá, eu sabia que não ia ser fácil. Mas, juro, também não pensei que às vezes fosse ser tão difícil. Porque na hora, a gente não pensa na tristeza. Eu não pensei na minha saudade. A gente pensa na alegria. E eu fiquei tão feliz por você, pelos seus desafios, pelas conquistas que estavam por vir, pelo seu crescimento, pela sua realização, pela oportunidade que estava ali, na sua frente, que não tinha lugar pra nem uma pontinha de coração apertado que a distância pudesse trazer. E ela, a distância, é cruel. Aos pouquinhos, potencializa a falta que você faz. Assim, psicologicamente, muito mais que o tempo, às vezes. E você faz falta, viu...
Faz falta te ver, te fazer carinho, te abraçar. Faz falta ficar quietinha no seu colo. Faz falta sentar à mesa para comer com você à noitinha e te contar como foi meu dia. Faz falta deitar pra dormir encaixado, agarrado. Faz falta ver um filme aninhada no seu peito. Faz falta passear de mãos dadas, tomar sol do seu lado, nadar com você no mar ou na piscina. Faz falta seu beijo. Faz falta seu cheiro. Faz falta te ouvir, te ver, saber como você está, agora, a qualquer hora, ao vivo. Até ccosquinha faz falta!
Mas eu fico aqui, falando das minhas saudades, sem coragem de falar em tristeza, que é pra não estragar essa alegria toda que, graças a Deus, sempre teima em existir. Até porque, se vez ou outra já é difícil pra mim, imagina então pra você, que além da saudade, ainda tem um milhão de outras coisas pra pensar? Se a gente tem saudade, é porque existe alguma coisa que, mesmo longe, vale a pena.
Calma aí que eu tô chegando... Faltam dois dias!!

29 de julho de 2011

O amor é bem facinho

Ivan Martins


Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.

19 de janeiro de 2011

Terapia de buteco

As pessoas às vezes cismam que elas não têm importância, e acabam dando importância demais pros outros. Se amam nada, e acham que admitir um erro ou pedir desculpas é decretar o próprio fracasso. Enxergam os defeitos do mundo todo, mas são incapazes de olhar pro próprio umbigo, e exatamente por se acharem um lixo não têm um pingo de humildade diante dos outros. Passam pelos dias por pura inércia, trabalhando, dormindo, comendo, tomando remédio pra dor de cabeça, sem se darem conta de como essa vida é boa, mesmo cheia de problemas e coisas que não nos agradam. Reclamam de tudo, sem perceber que elas têm emprego, dinheiro, casa, carro, família, saúde, amigos, admiração e conhecimento, enquanto outras viram a chuva levar tudo o que elas tinham e não reclamam de nada. Não, eu não acho que o mundo é perfeito, nem que as pessoas são perfeitas, a começar por mim mesma. Sim, eu sei que sei muito pouco sobre a vida e sobre tudo, e que eu ainda tenho muito o que aprender, muito o que errar, muito o que viver. Mas eu sei também que por mais defeitos que os outros (eu incluída) tenham, todo mundo (eu incluída) também tem um milhão de qualidades, e é preciso estar disposto a saber enxergá-las. E eu me sinto realmente bem e feliz se alguém que se sente o cocô do cavalo do bandido e não conhece nem a pulga que mora atrás da minha orelha se sente à vontade pra me falar o que tem lhe tirado o sono ou causado aquela dor nas costas. Mais ainda, se eu percebo que de alguma forma, do alto dos meus 1,58m e da minha ignorância, eu consigo fazer com que esse alguém pare pra pensar um pouco no quanto viver é desafiador, mas vale a pena. E contribuo pra que esta pessoa se sinta mais querida e confiante, ou pelo menos tenha uma boa noite de sono.
Boa noite, morcego! E, sério mesmo, te cuida! Teoria da conspiração pra cima de mim, não...

8 de janeiro de 2011

Transmimento de pensação

Eu tirei umas feriazinhas, mas continuo cansada. Acho que é porque depois que eu voltei, já deu tempo e trabalho de cansar de novo. Acho que é porque eu tenho me perdido de mim mais do que eu costumava, às vezes. E ando com saudades de um monte de coisas que eu fazia e adorava. Ok, hora da retomada. Ano novo, boa hora pra começar - e recomeçar. Escrever, por exemplo.
Mas como é que eu escrevo uma coisa nova, se eu chego aqui e descubro um monte de coisas que já escreveram por mim?